O Ministério Público (MP) acusou um homem de homicídio qualificado do tio em Torres Vedras, no distrito de Lisboa, depois de ambos, já alcoolizados, se terem envolvido num desafio de força e se terem desentendido.

A acusação do MP, a que a agência Lusa teve acesso, refere que, no dia 12 de abril, ambos participaram num encontro de familiares e que, "depois de ingerirem bebidas alcoólicas, iniciaram uma competição sobre quem conseguia fazer mais flexões de braços".

Os dois começaram a desentender-se e começaram com agressões físicas mútuas até que "os confrontos se agudizaram" e o tio "empunhou uma faca e desferiu dois golpes no arguido", causando-lhe lesões que o impossibilitaram de trabalhar.

O tio abandonou a residência onde decorria o encontro familiar e o arguido, de 28 anos, munido da mesma faca, foi atrás dele, acabando por lhe "desferir três golpes", que lhe causaram a morte, devido à hemorragia de uma veia do pescoço, refere a acusação.

O Ministério Público acusou assim o sobrinho de um crime de homicídio qualificado e outro de detenção e uso de arma proibida, sustentando que o arguido agiu "sem motivação aparente" e "conhecia bem as características da faca", e que "as lesões provocadas eram aptas a tirar a vida a qualquer ser humano".

O crime ocorreu na localidade do Ameal, onde pelas 01:30 os bombeiros e a viatura médica de emergência e reanimação de Torres Vedras se deslocaram ao local para dar assistência.

Porém, “não havia nada a fazer" quanto ao tio, de 44 anos, que acabou por morrer no local, disse na ocasião o comandante da corporação, Fernando Barão.

O arguido está a aguardar julgamento em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Lisboa.

/ HCL