O Tribunal de Aveiro condenou esta quarta-feira a seis anos e meio de prisão um homem de 64 anos, aplicando uma pena suspensa a outros dois arguidos e absolvendo um quarto elemento num processo por tráfico de droga.

A pena mais gravosa foi aplicada ao homem que seria o alegado cabecilha do grupo e que tem vários antecedentes criminais, incluindo o homicídio de um militar da GNR na Mealhada em 1984.

O arguido, que se encontra em prisão preventiva, foi condenado nas penas parcelares de seis anos de prisão, por tráfico de droga, e um ano e meio, por detenção de arma proibida.

Em cúmulo jurídico, foi-lhe aplicada uma pena única de seis anos e meio de prisão.

O Tribunal considerou provado que este arguido se dedicou à venda de droga (cocaína, heroína e canábis) na Mealhada e na zona de Coimbra, desde pelo menos o início de 2018.

No entanto, não resultou provada a existência de uma “atividade concertada e conjugada” entre este arguido e os restantes acusados.

Outros dois arguidos foram condenados por um crime de tráfico de menor gravidade, nas penas de um ano e dois meses de prisão, cada um, que o tribunal suspendeu por dois anos.

Um quarto elemento foi absolvido do crime de tráfico de droga de que estava acusado.

O principal arguido foi detido pela GNR em fevereiro de 2020, durante a realização de várias buscas que resultaram na apreensão de diversas munições e cartuchos, um sabre, uma adaga e uma catana, além de objetos relacionados com o corte, pesagem e embalamento de estupefacientes.

Na altura, a GNR avançou que além do homicídio de um militar da Guarda em 1984, o detido também esteve envolvido em vários crimes relacionados com posse de armas de fogo, tendo cumprido penas de prisão em Portugal e no estrangeiro.

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