A associação Opus Gay aceita que a moção de José Sócrates defendendo o casamento homossexual exclua a adopção, para que «haja tempo para assimilar as mudanças», disse à Lusa o presidente da associação, António Serzedelo.

Os direitos dos homossexuais têm de ser alcançados «patamar a patamar» para «adaptar a sociedade aos novos costumes, gradualmente», defendeu o líder da Opus Gay.

António Serzedelo explicou que «a legalização do casamento de duas pessoas do mesmo sexo e da adopção ao mesmo tempo poderia ser contraproducente», dado que poderia «embaraçar a aceitação do casamento».

«Consolidada esta conquista é possível passar a outras»

Lembrando que as conquistas dos direitos não são «irreversíveis», considerou que o trabalho das associações é «consolidar» a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo, para que «gradualmente se combata a homofobia».

«Consolidada esta conquista é possível passar a outras», disse, sublinhando que a associação pelos direitos da comunidade LGBT (gay, lésbica, bissexual e transexual) «não vai pôr de lado o direito à adopção».

O líder da Opus Gay felicitou a moção do líder socialista a apresentar ao próximo Congresso do PS, considerando que, «quer seja eleitoralista ou não», é «positiva», confessando que «houve receio» de que, com a crise, os direitos da comunidade LGBT fossem «esquecidos».
Redação / CP