A procura de voluntários para o hospital de campanha de Lisboa, dedicado a doentes covid-19, regista “uma resposta surpreendente”, com mais de 800 inscritos, pelo que as inscrições devem encerrar “em breve”, avançou hoje a Universidade de Lisboa.

Tínhamos como requisito terem diagnóstico prévio de covid, porque queremos minimizar o risco e, portanto, agora vamos fazer os testes serológicos para verificar se as pessoas têm os anticorpos”, disse Dulce Domingos, pró-reitora da Universidade de Lisboa, ressalvando que os voluntários não têm prioridade na vacinação contra a covid-19.

Em declarações à agência Lusa, Dulce Domingos adiantou que o agendamento para testes serológicos à covid-19 vai começar hoje, com um grupo de 80 voluntários nesta primeira fase, para que comecem a ser testados entre sexta-feira e segunda-feira, processo que é articulado com o Hospital de Santa Maria e com a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

É nosso objetivo durante a próxima semana já darmos formação aos voluntários para eles depois começarem a trabalhar no hospital de campanha”, apontou.

A inscrição de voluntários para o hospital de campanha instalado no Estádio Universitário de Lisboa começou na terça-feira ao fim do dia e, até hoje de manhã, estavam inscritas 861 pessoas, revelou a professora, referindo que as respostas para ajudar vêm de toda a sociedade, além da comunidade académica, “com todo o tipo de formação, e têm sido pessoas muito generosas”.

A procura de voluntários visa apoiar a abertura de um segundo pavilhão no hospital de campanha para receber doentes covid-19, que vai dispor de mais 150 camas e que estará em funcionamento daqui a alguns dias, pelo que a ideia é “criar algum tipo de ajuda adicional aos profissionais de saúde”, para tarefas de alimentação, higiene e outros cuidados dos doentes, explicou a pró-reitora.

Reforçando que no processo de seleção é considerado o critério de que os voluntários têm de ter sido já infetados com a covid-19, logo com probabilidade de possuírem imunidade à infeção, a professora da Universidade de Lisboa afirmou que, “se não houvesse pessoas suficientes, provavelmente se poderia fazer uma segunda campanha em relação a isso, mas havendo essa hipótese pretende-se exatamente minimizar o risco”.

A Universidade de Lisboa prevê fechar as inscrições de voluntários “em breve”, depois de “articular com outras unidades para perceber se eventualmente se pode direcionar estas pessoas para outros sítios onde elas possam fazer falta”.

Além de voluntários, o hospital de campanha de Lisboa precisa de equipamento médico, indicou Dulce Domingos, apelando à ajuda das pessoas e empresas, “através da compra e doação”.

O primeiro pavilhão do hospital de campanha, que começou a acolher doentes em 23 de janeiro e que dispõe de 58 camas, vai manter-se operacional, revelou o coordenador da Estrutura Hospitalar de Contingência de Lisboa, António Diniz, reforçando que, com o segundo pavilhão, a capacidade vai ser superior a 200 camas.

Relativamente à necessidade de voluntários para o hospital de campanha, o coordenador afirmou que "todas as boas vontades e todas as pessoas que desejem ajudar são bem-vindas, porque há muito tipo de traba

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