Nove dos 16 encerramentos de urgências propostos pela comissão de reavaliação destes serviços estavam previstos manter-se no último documento elaborado no tempo do ministro socialista Correia de Campos.

A Comissão de Reavaliação da Rede Nacional de Emergência e Urgência prevê o encerramento de 16 serviços de urgência classificados enquanto tal num despacho de 2008.

Contudo, os peritos lembram que dos 89 serviços classificados como de urgência, na prática, só 83 funcionavam dessa forma.

Assim, pelas contas desta comissão ficam a funcionar como urgência 73 pontos no país: 10 urgências polivalentes (as mais completas), 29 de urgência médico-cirurgica e 34 de urgência básica.

Desta proposta, o maior corte acontece nas urgências básicas (geralmente prestadas nos centros de saúde). De 41 serviços que efetivamente as prestam, a comissão propõe que se mantenham 34.

Na proposta de reformulação das urgências do tempo do ministro socialista Correia de Campos, há agora nove serviços de urgência que deveriam manter-se em funcionamento e que esta nova comissão propõe fechar: Valongo, Oliveira de Azeméis, Idanha-a-Nova, Tomar, Montemor-o-Novo, Estremoz, Serpa, Lagos e Loulé.

Além destes, a comissão propõe fechar as urgências de Macedo de Cavaleiros, Fafe, Santo Tirso, Peniche, Agualva-Cacém, Montijo e Lisboa (Hospital Curry Cabral, cujo encerramento já se efetivou).

Na proposta entregue ao ministro Paulo Macedo, que foi finalizada em fevereiro mas só agora divulgada, sugere-se uma espécie de despromoção de algumas urgências: Almada, Évora, Coimbra ¿ Covões -, Gaia (de urgência polivalente passam a médico-cirúrgica); Póvoa do Varzim, Mirandela, Figueira da Foz e Castelo Branco (passam a urgência básica).

Em relação ao encerramento de alguns serviços de urgência básica, a atual comissão de reavaliação considera que possa ser feito de forma faseada, por exemplo, começando pelo período noturno, e que apenas se concretize depois de garantida a capacidade de resposta ao nível dos cuidados de saúde primários (centros de saúde).

Atualmente estão classificadas como urgências de serviço polivalente 14 serviços, mas esta comissão apenas reconhece oito enquanto tal e propõe uma reclassificação de modo a que passem a existir 10 unidades deste género.
Redação / MM