O Hospital de Faro abriu um inquérito à transferência da grávida cujo bebé morreu no Hospital Amadora-Sintra, em Lisboa, disse à TVI fonte da administração da unidade hospitalar.

A mulher, de 23 anos, foi transferida do Hospital de Faro para Lisboa por ter indicação para lhe ser realizado um parto prematuro e a unidade do Algarve não ter qualquer incubadora disponível para o recém-nascido. 

O Hospital Garcia de Orta terá recusado receber a parturiente, que foi então levada para o Hospital Amadora-Sintra. A transferência fez-se na noite de sexta-feira mas a cesariana de urgência só foi feita no sábado de manhã, tendo o recém-nascido morrido minutos depois do parto. 

Fonte do Amadora-Sintra diz que “foram seguidos todos os procedimentos de cuidados de saúde adequados” mas também já abriu um inquérito para averiguar o caso.

O Conselho de Administração do Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca decidiu abrir um inquérito interno para averiguar os factos relativos a este caso que culminou com a morte do recém-nascido”, refere a administração do hospital Amadora-Sintra, numa resposta enviada à agência Lusa.

O Hospital já tinha dito que, após uma “averiguação sumária”, se concluiu que a grávida foi “prontamente assistida”, tendo-lhe sido “dispensados todos os cuidados de saúde necessários, segundo as boas práticas clínicas”.

O Ministério da Saúde disse à TVI que, para já, não vai abrir um inquérito à morte do bebé, através da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde.

O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, já veio pedir que seja “investigado totalmente” o caso do recém-nascido que morreu depois de a mãe grávida ter sido transferida do Algarve para o Amadora-Sintra. 

Em declarações à agência Lusa, o bastonário disse desconhecer em pormenor o caso da grávida transferida, mas lembra que a transferência constante de grávidas entre instituições pode “comportar risco”.

As autoridades competentes têm de fazer uma investigação, a situação deve ser investigada totalmente pelas instituições com capacidade inspetiva e provavelmente pelo Ministério Público”,disse Miguel Guimarães.

O Centro Hospitalar do Algarve decidiu também abrir um inquérito para averiguar o caso do recém-nascido que morreu.