O primeiro caso suspeito de um infetado por coronavírus em Portugal deu negativo. A informação foi avançada pela Direção-Geral de Saúde (DGS) na manhã deste domingo.

Segundo informa a nota, o despiste foi feito após análises realizadas no Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, através de duas amostras biológicas.

O paciente em questão chegou este sábado da China, "esteve em Wuhan nos últimos dias", cidade onde teve origem o surto da pneumonia viral, e estava "sob observação no Hospital Curry Cabral", em Lisboa, informou a DGS.

A DGS mantém-se atenta e a acompanhar a situação, em articulação permanente com instituições/organizações nacionais e internacionais para adoção de medidas a nível nacional e em consonância com as recomendações que forem sendo emitidas [pela Organização Mundial de Saúde e pelo Centro Europeu de Controlo de Doenças", segundo o comunicado divulgado.

A TVI sabe que se trata de um homem com idade entre os 25 e os 35 anos, estrangeiro mas não de nacionalidade chinesa, e que reside em Portugal.

Os primeiros casos do vírus “2019 – nCoV” apareceram em meados de dezembro na cidade chinesa de Wuhan, capital e maior cidade da província de Hubei, no centro da China, quando começaram a chegar aos hospitais pessoas com uma pneumonia viral.

Os sintomas destes coronavírus são mais intensos do que uma gripe e incluem febre, dor, mal-estar geral e dificuldades respiratórias, incluindo falta de ar.

O vírus já matou 56 pessoas na China e infetou mais de 1.300 em vários países.

Além do território chinês, foram confirmados casos em Macau, Tailândia, Taiwan, Hong Kong, Coreia do Sul, Japão, Estados Unidos, Malásia, França e Austrália.

Ao longo dos últimos dias, as autoridades chinesas proibiram as entradas e saídas de Wuhan e várias cidades na região, afetando mais de 50 milhões de pessoas, e decretaram que apenas veículos de emergência podem circular na cidade onde teve origem o surto.

Também em Wuhan começou a ser construído um novo hospital, com capacidade para 1.300 pacientes, que estará concluído em duas semanas, e foi anunciado o envio de equipas de médicos militares especialistas para a província de Hubei.