A Inspeção Geral das Atividades em Saúde (IGAS) identificou 169 situações irregulares de vacinação contra a covid-19 e já foram instaurados 41 processos de inquérito. 

Estes casos de vacinação indevida estendem-se de norte a sul do país e terão sido verificados em autarquias, lares, Segurança Social, INEM e unidades hospitalares.

As ocorrências registadas nos Centros Hospitalares Universitários do Porto e de Lisboa Norte e o Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa, que ditou a demissão do presidente, diretor clínico e de enfermagem, são algumas das que estão a ser investigadas pelas autoridades.

De acordo com notícia avançada pelo Jornal de Notícias, existiram ainda irregularidades nos processos de vacinação na Administração Regional de Saúde do Norte, tal como na de Lisboa e Vale do Tejo.

Estas inoculações indevidas terão prejudicado a vacinação de utentes e profissionais de saúde pertencentes a grupos prioritários.

A IGAS considera ainda como violadoras das normas os casos de imunização de membros de conselhos de administração de serviços de saúde, administradores de entidades do setor privado ou social, bem como de profissionais de saúde não envolvidos diretamente na prestação de cuidados de saúde a doentes.

Contudo, há também casos em que as investigações não revelaram quaisquer indícios de irregularidades. Estes processos acabaram por ser arquivados como foram os casos do Hospital da Prelada, no Porto, do grupo José de Mello e das Misericórdias de Esposende e de Fafe.

Redação / NM