A ministra da Saúde, Ana Jorge, revelou esta sexta-feira que as taxas moderadoras não vão sofrer alterações em 2010, argumentando que a situação económica da população «não é boa», mas sublinhando que os valores também não podem diminuir.

«Todas as taxas moderadoras actualmente são indexadas à inflação. Neste momento, a inflação desceu minimamente [0,9 por cento em 2009], mas no ano passado, não as adaptámos à inflação e este ano optámos também por não alterar», afirmou a governante, numa entrevista à rádio Antena 1, que será transmitida na íntegra no sábado.

Assim, as taxas moderadoras para as consultas, urgências e meios complementares de diagnóstico «vão-se manter idênticas ao que estavam no ano passado», acrescentou a ministra da Saúde.

«Não estamos em condições de aumentar, porque de facto a situação económica geral da população não é boa», mas também não é possível cumprir na íntegra o que estipula a legislação, que é uma indexação à evolução da inflação, o que faria com que as taxas moderadoras descessem 0,9 por cento, devido à «necessidade de sustentabilidade do sistema», concluiu a ministra.

As taxas moderadoras representam cerca de 1 por cento do total do orçamento para a Saúde, que em 2009 foi de 8,8 mil milhões de euros.
Redação / SM