O presidente da Câmara de Paços de Ferreira, Humberto Brito, apresentou esta sexta-feira dois conjuntos de medidas que visam minimizar os efeitos colaterais da pandemia covid-19, um composto por novas medidas e outro de apoios já implementados que serão prorrogados até junho de 2021. O autarca explicou que o objetivo apoiar as famílias e empresas da região, a nível social e económico, de modo a fomentar a economia local.

Entre as novas medidas que vão ser propostas por Humberto Brito estão a redução do IMI para a taxa mínima, a aplicação do IMI familiar para agregados com três ou mais filhos, isenção de derrame para empresas com volume de negócio até 150 mil euros e a isenção do pagamento da tarifa de resíduos sólidos urbanos para o comércio, serviços e estabelecimentos de restauração e similares, nos meses de novembro e dezembro.

Deverá ainda ser implementada no concelho, a suspensão do pagamento dos parquímetros até dia 31 de dezembro, isenção do custo das taxas das licenças para projetos imobiliários, até dia 30 de junho de 2021, lançamento de uma campanha de promoção do comércio local.

No setor económico, as novas medidas prendem-se com a criação de um fundo de 50 mil euros para apoiar a criação de novas empresas, o lançamento de um fundo de emergência para as IPSS do concelho, no valor de 120 mil euros, e a criação de um fundo de apoio extraordinário às associações de Paços de Ferreira, no montante de 30 mil euros.

A autarquia do concelho vai ainda continuar a apoiar as famílias em situação de vulnerabilidade nas despesas domésticas e nas rendas, disponibilizar ajuda alimentar e medicamentos, distribuir de equipamentos de proteção individual e reforçar a linha de solidariedade municipal, bem como a linha de apoio psicológico.

Até junho do próximo ano vai ainda manter-se em funcionamento o serviço gratuito de recolha domiciliária de lixo para as famílias infetadas ou em confinamento obrigatório, a campanha de vacinação antigripal para cidadãos com idades compreendidas entre os 60 e 64 anos e a divulgação através de meios de informação relativa à prevenção da covid-19.

O presidente da Câmara de Paços de Ferreira, revelou ainda os pedidos que fez ao primeiro-ministro para controlar o aumento do número de casos no concelho.

O autarca alertou para a necessidade de realizar mais testes de despiste ao novo coronavírus na região e requereu que fosse aumentado o número de pessoas encarregues pela realização de inquéritos epidemiológicos.

Foi pedido o aumento da capacidade de testagem no concelho. Já entrou em vigor mais um centro de testes sob a responsabilidade do INEM. Será ainda aberto um novo centro, na próxima segunda-feira, que aumentar a capacidade em mais 200 testes por dia”, referiu.

O número de casos covid-19 aumentou em Paços de Ferreira 76% numa semana, de 738 para 1.303, enquanto em Felgueiras a subida foi de 24,2% e em Lousada de 39,2%, de acordo com relatórios da Direção-Geral da Saúde (DGS).

A percentagem de aumento de casos nos três concelhos corresponde a 48%, de acordo com análise feita pela Lusa com base nos dados da DGS que discriminam os casos por concelho, informação detalhada que é divulgada à segunda-feira.

Em Paços de Ferreira, concelho que registou o aumento maior, em 12 de outubro o número de infeções era de 738, enquanto esta segunda-feira a DGS atualizou os dados para 1.303 (mais 565), o correspondente a 76,5% de aumento.

Já Lousada registou, entre 12 e 19 de outubro, um aumento de infeções na ordem dos 39,2%, passando de 660 casos para 919 (mais 259).

Em Felgueiras o aumento, em igual período de tempo, foi de 24,2%, com o registo de mais 154 infeções pelo novo coronavírus: de 634 para 788.

No total, Paços de Ferreira, Lousada e Felgueiras, que registavam há cerca de uma semana 2.032 infeções covid-19 e na segunda-feira reportaram 3.010 casos (mais 978), viram os números aumentar em 48%.

Nuno Mandeiro