Um idoso de 93 anos, surdo e em cadeira de rodas, foi obrigado a entrar sozinho sem acompanhante nas urgências do Hospital de Viseu.

A unidade de saúde alega falta de espaço para não cumprir a lei que permite a entrada de acompanhantes.

A família garante que no serviço de urgências apenas justificaram a situação com o facto de que "são ordens superiores que limitam o acesso dos acompanhantes"

Um familiar, que recusou mostrar a identidade, contou à TVI que o doente foi consultado pelo médico "sem se fazer comunicar", por não ouvir o que lhe perguntam.

Das quatro vezes em que o idoso deu entrada no hospital desde o início do ano, apenas desta última um familiar conseguiu acompanhar a consulta e explicar o estado do doente ao médico.

Em esclarecimento escrito às questões da TVI, o Hospital de Viseu garante que a restrição no acesso resulta de "uma maior afluência nesta altura do ano, justificada para assegurar mais condições de trabalho para os profissionais de saúde". 

Na urgência faltam as obras de ampliação para as quais se iniciou há 1 mês um segundo concurso público. O primeiro foi anulado dois anos depois de ter sido adjudicado, por insuficiência de verbas.

   
/ Andreia Alexandra Fernandes