Ihor Homeniuk não terá sido o único a morrer em circunstâncias de extrema violência no Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, do Aeroporto de Lisboa.

A TVI sabe que a Polícia Judiciária está a investigar uma eventual segunda morte depois de, na análise feita aos telemóveis apreendidos, ter apanhado uma mensagem trocada num grupo de conversação entre os vigilantes do aeroporto, onde uma funcionária da PRESTIBEL levanta a suspeita.

"Este já é o segundo no meu turno", podia ler-se na mensagem.

A TVI sabe que esta nova investigação surge depois do Ministério Público ter extraído uma certidão para apurar eventuais crimes de falsificação de documento por causa do auto de notícia da morte do cidadão ucraniano em março onde os inspetores do SEF declararam que a vítima sofreu uma doença súbita que lhe tirou a vida.

Foram traídos pela autópsia, que diz que Ihor Homeniuk morreu por asfixia mecânica depois de sucessivas agressões com socos pontapés e pancadas de bastões às mãos dos 3 inspetores agora acusados em coautoria do crime de homicídio qualificado na forma consumada. 

O Ministério Público e a PJ temem que num eventual segundo caso as causas da morte tenham sido camufladas da mesma forma. 

Esta é a segunda investigação a envolver funcionários do serviço de estrangeiros e fronteiras, depois deste caso que a TVI denunciou a 29 março ter levado à demissão do diretor e subdiretor do SEF de Lisboa e à abertura de 8 processos disciplinares por parte da Inspeção-Geral da Administração Interna.