Os 23 detidos no âmbito da Operação Rota do Cabo, da Polícia Judiciária, são presentes a um juiz de instrução criminal para serem ouvidos esta quarta-feira.

Entre os arguidos estão uma inspetora do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, três advogados, dois funcionários da Segurança Social, dois das Finanças e diversos angariadores de estrangeiros para um esquema de auxílio à imigração ilegal.

Mais de mil pessoas terão vindo para Portugal com a promessa de contratos de trabalho, mas muitas acabavam depois em esquemas de exploração sexual ou laboral em países europeus.

A maior parte tinha como origem o Paquistão.

Em causa estão os crimes de associação criminosa, auxílio à imigração ilegal, casamento por conveniência, falsificação de documentos, abuso de poder, corrupção ativa e passiva, branqueamento, falsidade informática e acesso indevido.