Os ciganos, os africanos e seus descendentes são os grupos «mais vulneráveis» à discriminação no sector da Educação em Portugal, revela um estudo sobre Racismo apresentado esta terça-feira, em Lisboa, pela Amnistia Internacional, escreve a Lusa.

«Os fenómenos de discriminação podem ser observados em diversos níveis do sistema de ensino, ainda que por vezes ocorram de forma inconsciente e sejam difíceis de monotorizar», refere o estudo «O Racismo e a Xenofobia em Portugal Após o 11 de Setembro», conduzido pelo Centro de Investigação em Ciências Sociais e Humanas (Númena).

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Segundo o estudo, os dados existentes, apesar de não serem abundantes e sistematizados, mostram também «diferenças significativas nas taxas de sucesso e abandono escolar entre alunos com diferentes origens nacionais e étnicas».

O estudo salienta que, de acordo com algumas investigações em Portugal, a «crença de que, a nível pessoal, alunos de determinada etnia são menos inteligentes, menos capazes academicamente ou culturalmente inferiores, pode constituir suporte para baixas expectativas dos professores, geralmente facilitadoras do insucesso entre alunos pertencentes a minorias».
Redação / CP