A pandemia covid-19 reduziu drasticamente o número de portugueses que imigrou para o Reino Unido, tendo caído 72% no segundo trimestre relativamente aos primeiros três meses do ano, segundo estatísticas publicadas esta quinta-feira referentes à segurança social britânica. 

Entre abril e junho de 2020 registaram-se apenas 1.411 portugueses, contra 5.021 entre janeiro e março, de acordo com dados do Ministério do Trabalho e Pensões consultados pela Agência Lusa.

No segundo trimestre de 2019 tinham-se inscrito na segurança social britânica 7.015 portugueses, mais 80% do que no mesmo período de 2020, quando foram decretados confinamentos em muitos países e impostas restrições à atividade económica e circulação de pessoas devido à pandemia covid-19.

O impacto da pandemia no chegada de trabalhadores ao Reino Unido é refletida no recorde mínimo de 55 mil inscrições na segurança social no segundo trimestre, entre abril e junho de 2020, uma redução de 72% em relativamente ao mesmo trimestre de 2019, e o valor mais baixo desde 2002. 

O relatório trimestral do Ministério do Trabalho e Pensões, publicado esta quinta-feira com dados relativos aos 12 meses anteriores a junho, mostra que entre junho de 2019 e junho de 2020 registaram-se 18.314 portugueses, menos 18% do que os 22.369 escritos nos 12 meses anteriores, entre junho de 2018 e junho de 2019. 

Estes números representam uma inversão da tendência de subida que se registava no início do ano, antes de ser registado o impacto da pandemia.

Nos 12 meses até ao fim de março, tinham-se registado na segurança social britânica 23.925 portugueses, mais 22% do que no mesmo período do ano passado. 

A inscrição na segurança social é um requisito para poder trabalhar e beneficiar do sistema de apoio social no Reino Unido e um indicador usado para avaliar os fluxos demográficos para o país, sobretudo de europeus que beneficiam de liberdade de circulação até ao fim de 2020, na sequência da saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit).

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 826 mil mortos e infetou mais de 24,2 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.809 pessoas das 56.673 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

O Reino Unido é o país europeu com o maior número de vítimas mortais (41.465 mortos, mais de 328 mil casos).

/ JGR