A Associação de Bombeiros de Sacavém, no concelho de Loures, exigiu hoje uma solução imediata para as 37 pessoas que se encontram realojadas no quartel daquela corporação, depois de as habitações onde viviam terem sido destruídas por um incêndio.

No passado dia 19, um incêndio numa zona de mato, em Sacavém, no distrito de Lisboa, atingiu as instalações de um antigo paiol do Exército, da responsabilidade do Ministério da Defesa, desalojando 14 famílias, constituídas por 37 pessoas - 20 adultos e 17 menores.

Estas famílias encontram-se, desde então, a pernoitar no ginásio do quartel dos Bombeiros de Sacavém, ao mesmo tempo que várias entidades têm reivindicado uma solução de realojamento imediato.

Esta tarde, em declarações à agência Lusa, o presidente da Associação de Bombeiros de Sacavém, Mário Pina, afirmou que a permanência das famílias no ginásio do quartel se está a arrastar “mais do que era previsto” e que irá contactar a Câmara Municipal de Loures para insistir na necessidade de uma solução de realojamento.

Relativamente às pessoas não temos nada a apontar, mas temos a obrigação de fazer pressão para que isto se resolva o mais rapidamente possível. O local não é o mais adequado para as pessoas dormirem, nem para realizarem a sua higiene”, apontou.

Mário Pina disse que a decisão de albergar as famílias no ginásio do quartel “não tem condicionado a atividade operacional” dos bombeiros, mas tem levado ao cancelamento de várias atividades desportivas que ali tinham lugar.

Apesar desses constrangimentos no uso do ginásio, a nossa maior preocupação é com o bem-estar das pessoas e de facto elas começam a ficar muito impacientes e desconfortáveis”, ressalvou.

O antigo paiol, onde viviam estas famílias, é, desde 1989, propriedade da Empordef, holding estatal que gere as participações públicas nas empresas de Defesa e que é tutelada pelo Ministério da Defesa.

Há uma semana, o presidente da autarquia de Loures, Bernardino Soares, foi recebido pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém, em Lisboa, com alguns dos desalojados, apelando para uma “solução imediata” para realojar as famílias.