O incêndio que deflagrou esta quarta-feira à tarde em Ansião, no distrito de Leiria, já está em fase de resolução, disse o comandante dos bombeiros voluntários, Neves Marques.

Neste momento, o incêndio está em fase de resolução. Estamos com o perímetro em fase de consolidação, com meios colocados em todo o perímetro do incêndio e dentro de alguns minutos acreditamos que teremos isto em fase de conclusão e rescaldo”, afirmou Neves Marques, pelas 19:30, durante um ponto da situação aos jornalistas.

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Ansião admitiu que numa fase inicial houve alguma preocupação, uma vez que o incêndio deflagrou numa zona "de floresta muito densa”, as condições meteorológicas “não foram muito favoráveis, com um vento intenso logo no início, por volta das 15:52” e “foi necessário injetar uma quantidade de meios no início para tentar debelar o incêndio”.

O avião anfíbio médio FireBoss, de indicativo operacional Alfa 8, do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais, que se dirigia para este teatro de operações sofreu durante a tarde “um acidente quando efetuava uma manobra de ‘scooping’ (recolha de água)” no Zêzere, na zona de Trizio, referiu a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

Neves Marques garantiu que o acidente “não pôs em causa aquilo que foram as operações de combate” e o avião “foi rapidamente substituído”.

Tudo o que estava destinado aos meios aéreos funcionou em pleno”, sublinhou, ao explicar que o incêndio foi detetado através da videovigilância instalada no Comando Distrital de Operações de Socorro de Leiria e nos postos de vigia.

Aquilo que se visualiza não é muito exato. Visualiza-se uma coluna de fumo e a sua evolução. Estamos no Rebolo, na freguesia de Abiúl, no concelho de Pombal, e o incêndio deflagrou depois do rio [Nabão] já na Bairrada, freguesia de Pousaflores, no concelho de Ansião. Só à chegada é que se verificou”, explicou o comandante, relativamente à indicação inicial de que o incêndio decorria no concelho de Pombal.

A distância entre o local da ignição e as habitações não é muito grande em linha reta.

Neves Marques salientou que a preocupação “são sempre as pessoas e os seus haveres, neste caso as habitações”, por isso os meios foram imediatamente colocados para proteção das “habitações de três lugares que estiveram na frente de fogo, mas com algum distanciamento".

Nunca houve perigo para nenhuma habitação”, garantiu.

Neves Marques informou ainda que o dispositivo atual vai manter-se “até que se efetuem as manobras de rescaldo”.

Só será diminuído quando entrarmos em fase de vigilância, quando ficará com meios desta zona operacional ou do distrito de Leiria", explicou.

Às 20:00, a página da ANEPC indicava que continuavam no terreno 237 elementos, apoiados por 68 veículos e sete meios aéreos.