Duas casas habitadas e dois veículos foram destruídos pelo incêndio na zona de Sabóia, concelho de Odemira (Beja), disse hoje o presidente da junta de freguesia, indicando que vai ser feito um levantamento profundo dos prejuízos.

Em declarações à agência Lusa, Fernando Guerreiro, presidente da Junta de Freguesia de Sabóia, precisou que estes são prejuízos já apurados “num primeiro levantamento mais urgente”, onde “houve maiores estragos” causados pelo incêndio.

A Junta de Freguesia de Sabóia e a Câmara e a Proteção Civil Municipal de Odemira vão fazer durante a próxima semana “um levantamento profundo” dos prejuízos, adiantou.

Segundo o autarca, as duas casas destruídas pelas chamas eram habitadas por cidadãos estrangeiros, sendo uma de alvenaria e outra de madeira.

A casa de alvenaria pertence a um cidadão alemão residente na Alemanha e era habitada por vários jovens alemães, que estão a viver em casa de amigos desde que foram preventivamente retirados da habitação, devido ao incêndio, explicou.

Já na casa de madeira vivia uma cidadã alemã, a proprietária, que também foi retirada preventivamente da habitação, disse o autarca, referindo que desconhece o paradeiro da mulher.

Fernando Guerreiro revelou que as chamas também destruíram outras várias casas não habitadas e que estavam em ruínas e abandonadas.

 Segundo o autarca, os veículos destruídos foram duas carrinhas, sendo que uma delas pertencia ao avô do único ferido grave do incêndio, o jovem de 20 anos que, segundo a proteção civil, sofreu queimaduras de 1.º e 2.º graus em 40% do corpo.

O jovem, que está internado no hospital de Faro, num estado de saúde considerado “estável”, sofreu as queimaduras “num braço, nas costas e numa perna”, quando tentava salvar a carrinha do avô das chamas, num monte na freguesia, contou o autarca.

A outra carrinha destruída pelas chamas pertencia a um homem residente na aldeia de Moitinhas.

Segundo a proteção civil, além do ferido grave, o incêndio provocou ainda três feridos ligeiros e “uma pessoa assistida”, tendo consumido uma área de mato, eucaliptos, montado de sobro e pinheiros estimada de 1.100 hectares, num perímetro de 20 quilómetros.

As chamas deflagraram pouco depois das 13:00 de quarta-feira, perto do lugar de João Martins, em Sabóia, e foram dominadas às 18:40 de quinta-feira.

Às 19:00 de hoje, os trabalhos de rescaldo mobilizavam 301 operacionais, apoiados por 104 veículos.

/ PP