As chamas voltaram a queimar na serra do Alvão, na zona de Escariz, em Vila Real, e chegaram a mobilizar 98 bombeiros com 23 viaturas, segundo informações da página da Proteção Civil.

Desde a tarde desta terça-feira, o incêndio queimou mato “com muita intensidade”, sendo favorecido pelo "pelo vento forte”, segundo fonte dos bombeiros contactada pela agência Lusa.

A nossa preocupação foi proteger a aldeia de Cravelas e agora estamos a tentar confiná-lo aqui junto aos caminhos”, salientou, ao início da noite, o comandante dos bombeiros da Cruz Branca de Vila Real, Orlando Matos.

 

Para o local foram mobilizados bombeiros das corporações da Cruz Branca, Cruz Verde, Peso da Régua e Vila Pouca de Aguiar.

Orlando Matos referiu que a sua corporação esteve empenhada durante a tarde no combate a um incêndio numa habitação, na aldeia de Agarez, e que quando chegaram ao fogo no mato já este avançava em cinco frentes.

O alerta foi dado às 17:00 para a zona de Escariz.

O incêndio está, agora, em fase de resolução depois de as baixas temperaturas desta noite terem ajudado os bombeiros no combate.

Orlando Matos adiantou que o trabalho dos operacionais está concentrado na frente do incêndio que continua “mais ativa”, havendo “outros pequenos focos” aos quais os meios “não conseguem chegar”.

No terreno estão, segundo o mesmo responsável, cerca de uma centena de operacionais, que contam com a ajuda de 26 viaturas.

Nesta altura do ano, em que não há sempre equipas de prontidão para o combate aos incêndios, foi mais complicado arranjar operacionais disponíveis, mas o comandante salientou que o Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) conseguir mobilizar homens de várias corporações dos concelhos vizinhos de Vila Real.

Orlando Matos disse que o frio que se faz sentir esta noite na zona de Vila Real ajudou a combater o fogo, mas frisou que “dificultou também o trabalho dos bombeiros”.

“Está a ser um combate complicadíssimo, agora principalmente por causa do frio, o pessoal molha-se e arrefece muito rapidamente”, explicou.

O comandante disse ainda que o “mato muito seco” e o “vento forte” ajudaram à propagação das chamas.

Redação / PD - notícia atualizada