Um incêndio de grandes proporções deflagrou no centro do Funchal, perto do largo do Pelourinho. A TVI24 apurou que as chamas estão a consumiram a antiga fábrica da "Insular de Moinhos". O incêndio foi dado como dominado às 22:00.

Dentro do prédio, no início do incêndio, estavam duas pessoas, uma das quais conseguiu sair pelos seus próprios meios, enquanto a outra, que estava no terceiro andar, foi retirada com a ajuda dos bombeiros com recurso a uma escada.

As duas pessoas não apresentam ferimentos, embora a que foi retirada tivesse sido transportada de ambulância para o Hospital do Funchal, por precaução.

As duas corporações dos bombeiros do Funchal – Sapadores e Municipais - utilizaram todos os meios para combater o incêndio, mas o prédio continua a arder.

De acordo com um membro da autarquia do Funchal, a parte interior, composta de travejamento em madeira, está a ficar totalmente destruída, mas as paredes exteriores continuam de pé.

O responsável anunciou que “depois de extinto o fogo, a área à volta do edifício vai ficar interdita à circulação de pessoas até ser feita uma vistoria à estrutura para avaliar a sua solidez” e assegurar que não há risco de a estrutura colapsar.

Aquele imóvel devoluto era usado por pessoas sem abrigo para passarem a noite.

Este imóvel, que data de 1929, faz parte de um projeto hoteleiro do grupo Avelino Farinha e Agrela (AFA), que tinha já um projeto hoteleiro previsto para o prédio.

Um dos administradores da AFA, Bruno Freitas, referiu aos jornalistas que o projeto estava para “avançar no início de 2020”, vindo esta situação colocar em causa a sua concretização.