O incêndio florestal que está a lavrar em Aljezur continua a lavrar com duas frentes ativas e o vento é a principal dificuldade que as equipas de socorro estão a enfrentar, disse fonte da Proteção Civil.

“O incêndio mantém-se ativo, com duas frentes que progridem com intensidade sob influência do vento que se mantém forte”, adiantou, cerca das 22:20, fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Faro.

O comando que dirige o combate ao incêndio prevê que, “com o reposicionamento de meios e entrada de humidade e decréscimo da velocidade do vento, os trabalhos corram favoravelmente para o combate” durante a noite, depois de os meios aéreos, que chegaram a ser 11 durante o dia, terem deixado de trabalhar ao pôr do sol.

“Não existem alterações no que se refere a evacuações e não temos informação de casas em risco. Mantêm-se interditos alguns troços da Estrada Nacional 125, nomeadamente junto a Bensafrim/Barão de São João e entrada da Carrapateira”, acrescentou ainda a fonte do CDOS.

Ao início da tarde, o incêndio chegou a ter três frentes ativas a progredir com “grande intensidade”, e a Proteção Civil deslocou cerca de 30 habitantes de casas que estavam na frente de fogo para a Aldeia da Pedralva, uma aldeia rural do concelho de Vila do Bispo que já foi habitada por mais de 100 pessoas, mas cujas 24 casas são usadas, desde 2010, para fins turísticos.

Às 23:00, a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil dava conta de 450 operacionais no terreno, apoiados por 136 veículos.

O incêndio deflagrou às 12:55 numa área florestal na Bordeira, no concelho de Aljezur, distrito de Faro.

                    
/ CM