Há um novo escândalo que poderá abalar muitas das autarquias afetadas pelos incêndios de outubro na zona centro do país. São mais de 40 os casos suspeitos que seguiram para a Procuradoria Geral da República, Provedoria de Justiça e Presidente da República, num levantamento feito pelo MAAVIM, a associação que foi criada para apoiar as vítimas dos incêndios

Os casos identificados nesse documento, vão desde casas que deveriam ser prioridade e que ainda nem sequer começaram a ser reconstruídas, a casas que estavam abandonadas quando se deu o incêndio e que foram financiadas sem se saber nem por quanto nem porquê.

Há famílias também que foram completamente abandonadas e que viram as suas casas serem saqueadas e demolidas sem qualquer pré-aviso, mas que custaram aos cofres do Estado mais de 57 mil euros. Valores verdadeiramente surpreendentes que precisam ser explicados e até mesmo investigados

Contactada pela TVI, a Câmara Municipal de Tábua, uma das visadas nesta investigação, não respondeu às perguntas que enviámos por escrito.

Quanto à câmara de Seia, sobre o caso do eng. Fontes que vive num lar pago por si porque a sua casa ainda não começou a ser reconstruída, a autarquia e também a CCDR, dizem agora, já depois de confrontadas pela TVI, que as obras já começaram.