O incêndio de Miranda do Corvo, distrito de Coimbra, continua a preocupar a proteção civil mantendo-se no local mais de 600 operacionais e nove meios aéreos, prevendo-se a continuação das condições meteorológicas adversas.

Em conferência de imprensa, o comandante nacional da Autoridade nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) afirmou que os incêndios de Valpaços, da Sertã e em Miranda do Corvo foram o que maiores preocupações causaram entre as 189 ocorrências detetadas nas últimas 24 horas, que obrigaram ao empenhamento de mais de sete mil operacionais.

Hoje vamos continuar a ter condições meteorológicas muito adversas, devido ao vento e à humidade relativa vai implicar ainda um trabalho muito apurado no incêndio de Miranda do Corvo”, acrescentou.

O fogo de Miranda do Corvo lavrou a noite toda, desenvolveu-se numa área de difícil acesso e que tinha disponíveis muitos combustíveis finos, levando Duarte Costa a admitir que a proteção civil continua atenta devido ao vento e à falta de humidade relativa nos combustíveis (ervas), o que implica uma vigilância “muito apertada”.

Quanto aos 12 feridos provocados pelos fogos de Sertã e de Miranda do Corvo, Duarte Costa disse que nenhum inspira cuidados.

No combate ao fogo da Sertã ficaram feridos oito bombeiros voluntários, um civil e um elemento da força especial dos bombeiros. Em Miranda do Corvo dois bombeiros voluntários ficaram com ferimentos ligeiros.

Duarte Costa lembrou que o estado especial de alerta entre hoje e domingo “oscila entre o laranja em oito distritos e vermelho em outros 10”, isto é, risco muito elevado de incêndio, com o comandante a insistir na proibição do uso do fogo por parte dos cidadãos.

Estamos a viver condições atmosféricas adversas com humidade relativa muito baixa e sobretudo muito vento e com constantes alterações de direções e isso faz com que pequenas ocorrências podem evoluir para incêndio”, destacou o comandante.

Segundo a página na Internet da ANEPC, às 14:00, estavam a combater incêndios rurais 2.248 operacionais, apoiados por 661 viaturas e 20 meios aéreos.

Forças Armadas enviam máquinas de rasto

As Forças Armadas enviaram para Miranda do Corvo duas máquinas de rasto do Exército português e da Força Aérea, para apoiarem na abertura de caminhos que facilitem o acesso dos operacionais que combatem os incêndios nesta localidade.

Em comunicado, o Estado Maior-General das Forças Armadas explica que as máquinas já se encontram a operar e que o apoio surge no seguimento de um pedido da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

Com uma tripulação de cinco militares cada, estão empenhados 10 militares, cinco do Exército e cinco da Força Aérea.