Os meios foram reforçados para o combate ao incêndio em Vilar de Nantes, Chaves, para os 211 operacionais, 60 viaturas e dois meios aéreos, segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

Fonte da Proteção Civil disse que o fogo, que deflagrou às 14:41 de hoje, possui três frentes e lavra com intensidade numa zona de pinhal e mato da serra do Brunheiro, em Chaves.

No terreno, o vento forte e o calor intenso dificultam o combate a este incêndio que está a ter “uma progressão muito forte”.

De acordo com página na Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), pelas 20:15 estavam mobilizados para este fogo 211 operacionais, 60 viaturas e dois meios aéreos.

“Neste momento, estamos convencidos que os meios são os suficientes para resolver o incêndio que ainda não está circunscrito, mas acreditamos que o possa estar nas próximas horas”, afirmou autarca de Chaves.

Ainda no distrito de Vila Real, o incêndio que deflagrou na quinta-feira em Alijó entrou em fase de resolução pelas 06:00 de hoje e sofreu uma reativação durante a tarde.

No local, segundo a ANEPC, permanecem 125 operacionais, 34 operacionais e um meio aéreo.

O alerta para esta ocorrência foi dado pelas 12:00 de quinta-feira e teve início perto da zona industrial de Alijó.

O distrito de Vila Real está em estado de alerta especial de nível vermelho.

Autarca de Chaves suspeita de "intencionalidade" em fogo de Vilar de Nantes

Entretanto, o presidente da Câmara de Chaves disse que o incêndio que deflagrou na freguesia de Vilar de Nantes começou com três ignições distintas, suspeitando de “uma intencionalidade” neste fogo que se aproximou de aldeias.

“No espaço de uma semana tivemos um incêndio que lavrou de forma intensa, que consumiu mais de 2.700 hectares e que pôs em perigo sete aldeias e, agora, temos outra vez um incêndio florestal com uma grande intensidade e colocando em perigo cinco localidades”, afirmou Nuno Vaz à agência Lusa.

O autarca explicou que o incêndio que deflagrou hoje pelas 14:41 em Vilar de Nantes, começou com “três ignições distintas, com uma distância entre elas de cerca de 500 metros”.

No dia 30, um outro fogo teve origem em quatro focos distintos perto da aldeia de Vila Verde da Raia.

Nuno Vaz disse que “é altamente suspeito” e que quer parecer que “há aqui uma ação humana”, que deverá merecer uma “atenção mais particular por parte da investigação”.

Estas são, acrescentou, situações que o “estão a preocupar muito”.

“Se tivermos em consideração as temperaturas muito elevadas, a baixa humidade e os ventos fortes, e se somarmos a isso uma intencionalidade de alguém que quer fazer arder, é uma situação muito preocupante”, frisou.

Enquanto falava com a Lusa, o autarca encontrava-se na aldeia de Cela, onde os operacionais estavam a fazer a contenção e a defesa das casas nesta localidade que foi praticamente "contornada" pelo fogo.

O incêndio de Vilar de Nantes avançou em três frentes que progrediram com alguma intensidade empurradas pelo vento forte e queimaram pinhal e mato na serra do Brunheiro.

“Esta é uma zona de muita vegetação, muito pinheiro e isso aliado com ventos, com temperaturas elevadas, baixa humidade e uma orografia complexa com habitações pelo meio, naturalmente que a nossa preocupação é grande”, salientou.

Trata-se de uma zona com muitas habitações dispersas, o que obrigou também a uma dispersão dos meios para a proteção das casas e populações que pegaram em baldes e mangueiras para ajudar a travar o fogo.

/ PP (atualizado às 20:35)