O helicóptero de combate a incêndios que sofreu esta quarta-feira um acidente na Pampilhosa da Serra “já foi substituído por outro”, a operar no Centro de Meios Aéreos (CMA) da Lousã, no distrito de Coimbra, avançou a Proteção Civil.

O helicóptero sofreu danos materiais significativos e já foi substituído por outro meio aéreo da mesma tipologia a operar a partir do CMA da Lousã, enquanto estiverem a ser apuradas as causas do acidente”, informou a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em comunicado, indicando que o helicóptero “pertencente ao Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais”.

Segundo a ANEPC, o helicóptero ligeiro acidentado “preparava-se para a descolagem para participar no combate a um incêndio na freguesia de Sobreira Formosa e Alvito da Beira, no concelho de Proença-a-Nova, no distrito de Castelo Branco”.

Nesse âmbito, o meio aéreo sofreu um acidente durante a descolagem, no CMA da Pampilhosa da Serra, no distrito de Coimbra, cujo alerta foi dado às 10:48, registando-se apenas um ferido ligeiro.

A Proteção Civil vai abrir um inquérito para apurar as causas da queda do helicóptero de combate a incêndios, através do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF), entidade competente em matéria de investigação de acidentes com aeronaves.

Fonte da Proteção Civil disse à Lusa que o helicóptero transportava cinco elementos do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS), dos quais um sofreu ferimentos ligeiros.

De acordo com a página da Proteção Civil, para o local foram mobilizados 17 operacionais e sete viaturas.

Questionado sobre o acidente, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, adiantou que o aparelho, no qual seguia a equipa de proteção e socorro da GNR, registou "problemas técnicos" ao levantar voo.

Não há feridos com gravidade. Há apenas um militar que está em avaliação clínica para se apurar se tem entorse ou fratura", precisou o ministro aos jornalistas, na sede ANEPC, em Carnaxide, no concelho de Oeiras (distrito de Lisboa).

Eduardo Cabrita acrescentou que, até ao final da manhã, o helicóptero (acidentado) seria “substituído por outro aparelho", razão pela qual não haverá qualquer baixa de meios no dispositivo aéreo de prevenção aos incêndios florestais.

Com este acidente, contabilizam-se pelo menos quatro desastres com helicópteros de combate a incêndios durante este ano, depois de se terem registado situações em Tomar, no distrito de Santarém (Castelo do Bode), na barragem do Beliche, no Algarve, e no Sabugal, distrito da Guarda.

Carlos Luís Tavares disse aos jornalistas, no local do acidente, na Pampilhosa da Serra, que a Autoridade Nacional de Proteção Civil tem de instalar o helicóptero no Centro de Meios Aéreos da Lousã, para permitir a realização das investigações à queda do aparelho, que se mantém na pista enquanto estas diligências não forem concluídas.

Teremos no distrito de Coimbra os mesmos três helicópteros do dispositivo de combate a incêndios", disse, indicando que passam a estar dois na Lousã, transitoriamente, e um em Cernache, no concelho de Coimbra.

Entretanto, adiantou o CODIS, "as entidades competentes virão ao local", no Centro de Meios Aéreos da Pampilhosa da Serra, onde o helicóptero caiu, na manhã de hoje, quando iniciava uma manobra de descolagem.

O helicóptero que vai para a Lousã é acompanhado de "uma nova brigada e um novo comandante", informou Carlos Luís Tavares.

/ SL