O ministro da Administração Interna anunciou esta terça-feira, no parlamento, que este ano foram identificadas 1.114 freguesias com alto risco de incêndio florestal e que necessitam de intervenção prioritária.

O anúncio foi feito numa audição conjunta com os ministro do Ambiente e da Ação Climática e da Agricultura sobre o Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais, cuja consulta pública demorou dois meses e terminou a 5 de fevereiro.

Eduardo Cabrita referiu que o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) fizeram uma “avaliação do risco” e definiram 1.114 freguesias como prioritárias, sendo alvo de uma atuação este ano.

O governante destacou ainda a redução do número de ocorrências de incêndio e da área ardida nos últimos dois anos, frisando que “a prevenção é o melhor aliado” do combate aos incêndios rurais.

Por isso, os parceiros essenciais neste modelo de combate são os bombeiros voluntários, que respondem em primeira linha às mais de 90% das ocorrências”, disse, acrescentando que “esta articulação entre uma dimensão de prevenção, de sensibilização e de reforço do combate são essenciais para esta estratégia”.

O ministro da Administração Interna salientou igualmente que o Plano prevê uma interligação da atuação da ANEPC e do ICNF, contando com estruturas de apoio à decisão, como a Agência para a Gestão Integrada dos Fogos Rurais (AGIF) ou com “o papel reforçado da GNR e das Forças Armadas”.

Eduardo Cabrita assegurou também que o Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais vai dar “relevância ao papel decisivo dos bombeiros voluntários, bombeiros profissionais e das autarquias locais numa resposta integrada no sistema”.

O ministro disse ainda que o Plano vai incorporar os contributos recolhidos durante a consulta pública.

Com um horizonte temporal de uma década, o Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais prevê que em 2030 tenham sido limpos 1,2 milhões de hectares de floresta, correspondentes a "20% dos seis milhões de hectares que existem no território com risco de incêndio".

As metas a atingir preveem ainda que dentro de 10 anos as áreas ardidas com mais de 500 hectares estejam totalmente geridas e com planos de recuperação executados, e que existam menos de 80% das ignições nos dias de risco de incêndio.

O plano prevê uma despesa total superior a seis mil milhões de euros, com um investimento expectável de 60% a ser direcionado para a prevenção e 40% para o combate, tendo como objetivo central a redução para metade da área ardida até 2030.

/ CE