O incêndio que lavra desde sábado no concelho de Oleiros, em Castelo Branco, está dominado, embora tenha ainda algumas partes ativas, segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

Segundo disse o comandante operacional de Agrupamento Distrital do Centro Sul Luís Belo Costa, "o incêndio está dominado a partir das oito da manhã".

No entanto, o controlo do perímetro do fogo "não quer dizer que não tenha ainda partes ativas". O comandante Luís Belo Costa fez uma atualização dos trabalhos para a contenção de reacendimentos e sublinhou que as zonas de frente viradas para o concelho de Proença-a-Nova e para Castelo Branco são aquelas que preocupam mais os operacionais, porque foram as que "demoraram mais tempo a ficarem desativadas".

Belo Costa adiantou ainda que o prejuízo do incêndio "deverá rondar os seis mil hectares", mas esse levantamento ainda "carece de confirmação".

O vice-presidente do Município de Oleiros acrescentou, na conferência de imprensa, que as chamas não causaram prejuízos a nível habitacional, podendo, no entanto, ter-se resgistado danos materiais a nível de maquinarias.

Das três pessoas que foram retiradas de suas casas por precaução, duas - um casal - regressaram durante a madrugada à sua habitação "por insistência dos próprios".

Pelas 08:40, segundo os dados da página da ANEPC, estavam no local a combater o fogo 868 operacionais, apoiados por 274 veículos e dois meios aéreos.

No domingo, ao início da noite, três aldeias do concelho de Oleiros estiveram em "risco efetivo" por causa deste fogo que se estendeu aos concelhos de Proença-a-Nova e Sertã.

Exército ajuda com duas máquinas de rasto em Oleiros

O Exército enviou esta segunda-feira duas máquinas de rasto para Oleiros, onde lavra desde sábado um incêndio florestal, embora já dominado, para ajudarem os operacionais no terreno a abrir caminhos para combater o fogo.

Segundo comunicado do Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA), cada camião e respetiva máquina têm “uma tripulação de quatro militares cada” (oito militares), os quais se juntam ao total de 279 elementos da Marinha e do Exército que já estão no território continental para vigiar as zonas florestais e prevenir o risco de fogo.

O EMGFA respondeu assim a um pedido da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).