Foram registados 6.475 casos de reações graves às vacinas contra a covid-19 em Portugal, num total de 16.246.592 de doses administradas.

Os números são referidos no mais recente relatório de farmacovigilância do Infarmed, que analisou o período entre o final de dezembro, quando se iniciou o processo de vacinação, e o dia 31 de outubro.

Nesse sentido, o número de reações graves por cada mil vacinas administradas situa-se nos 0,4, sendo que 96 desses casos resultaram em morte, ou seja, apenas 0,5% deste tipo de reações.

Os restantes casos graves distribuem-se entre "clinicamente importante" (3.893 casos), "incapacidade" (1.607), "hospitalização" (654) e risco de vida (188).

O total de todas as reações adversas, graves ou não-graves, é de 18.155, o que corresponde a um caso por cada mil doses administradas.

O sexo feminino é o que totaliza o maior número de reações adversas, com 12.534, face às 5.048 do sexo masculino.

O grupo que regista maior número de reações por mil doses administradas é a dos 25 aos 49 anos. O gráfico abaixo mostra os dados das reações adversas à vacina por faixa etária.

Reações adversas à vacina da covid-19 por faixa etária

Em Portugal, estão a ser utilizadas quatro vacinas contra a covid-19: a Comirnaty (Pfizer/BioNTech), a Spikevax (Moderna), a Vaxzevria (AstraZeneca) e a Janssen, esta última de dose única.

O relatório indica ainda que a Comirnaty, Spikevax e Vaxzevria registaram um caso de RAM por mil inoculações, valor que sobe para os 1,5 no caso da Janssen, mas o Infarmed salienta que estes dados não permitem a comparação dos perfis de segurança entre vacinas, uma vez que foram utilizadas em grupos distintos e contextos diferentes da pandemia.

Pedro Falardo