Afinal, os exageros cometidos em férias serão mais efabulados do que reais. A hipótese é levantada depois de 3000 europeus, incluindo portugueses, terem respondido a um inquérito do motor de pesquisa de viagens Jetcost, e 60% ter admitido que mentiu ou exagerou sobre qualquer aspeto das últimas férias.

Foram interrogadas 3000 pessoas, entre ingleses, espanhóis, italianos, alemães, portugueses e franceses - 500 de cada nacionalidade. E as conclusões são surpreendentes: 60% admitiram ter mentido, sendo que do total dos que mentiram 36% diz que mentiu sobre o tempo que se fez sentir, 31% sobre o destino para onde foi, 26% sobre a qualidade do alojamento, 24% mentiu sobre a quantia gasta, 20% sobre a quantidade de álcool consumida e 16% sobre o número de visitas turísticas ou atividades culturais que fez.

A todos os entrevistados também foi perguntado se teriam, em conversa com amigos ou familiares, exagerado no que destrutaram das férias, e 71% reconheceu que sim. Além disso 57% admitiu que não diria a ninguém que as férias tinham sido "um fracasso".

Já no que aos portugueses diz respeito, os que admitiram ter mentido sobre as férias dizem que as principais razões que os levaram a omitir a verdade foram a vergonha de dizer onde realmente estiveram (36%), o facto de quererem impressionar (30%), por afinal não terem ido de férias para sítio nenhum(17%) e porque queriam ser como os outros (11%).

As pessoas que mais foram enganadas foram os colegas de trabalho (35%), os amigos (28%) e parentes (10%). E 10% daqueles que tinham mentido sobre o destino de férias chegaram ao ponto de postar uma imagem falsa nas redes sociais.

Em termos comparativos com os outros cinco países europeus, os portugueses são dos que mais mentem em aspetos relacionados com as férias, só atrás os espanhóis e dos italianos e à frente de britânicos, franceses e alemães -  sendo os germânicos os que menos mentem sobre o que fizeram nos períodos de lazer.