O Norte é a região de Portugal que apresenta um índice de transmissibilidade (Rt) do vírus SARS-CoV-2 mais elevado, com 1,34, mas todas as outras estão acima do limite de 1 neste indicador da pandemia de covid-19.

Segundo o relatório sobre a curva epidémica do Instituto de Saúde Pública Doutor Ricardo Jorge (INSA) hoje divulgado, todas as regiões de Portugal continental apresentam um índice de transmissibilidade (Rt) - que estima o número de casos secundários de covid-19 resultantes de uma pessoa infetada - superior a 1,20, com exceção de Lisboa e Vale do Tejo, que regista 1,12.

O Centro está com um Rt de 1,23, o Alentejo de 1,26, o Algarve de 1,21, os Açores de 1,15 e a Madeira de 1,29.

Relativamente aos novos casos por 100 mil habitantes a 14 dias, o Algarve apresenta a maior taxa, com 613,7, enquanto Lisboa e Vale do Tejo regista 421,8, o Norte 172,4, o Centro 136,4, o Alentejo 161,3, os Açores 143,3 e a Madeira apenas 67,3.

“A região do Algarve apresenta uma taxa de incidência acumulada superior a 480 casos por 100 mil habitantes, as regiões de Lisboa e Vale do Tejo e do Algarve superior a 240 casos por 100 mil habitantes e as regiões Norte, Centro, Alentejo e Autónoma dos Açores superior a 120 casos por 100 mil habitantes”, adianta o relatório do INSA.

Face a esta taxa de incidência de novos casos, o instituto refere que, no contexto europeu, “na mesma situação que Portugal está o Reino Unido”.

Segundo o INSA, Portugal apresenta a taxa acumulada de 14 dias entre 240 e 479,9 por 100 mil habitantes e um Rt superior 1, ou seja, uma “taxa de notificação elevada e com tendência crescente”.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 4.013.756 mortos em todo o mundo, resultantes de mais de 185,5 milhões de casos de infeção pelo novo coronavírus, segundo o balanço mais recente feito pela agência France-Presse.

Em Portugal, desde o início da pandemia, em março de 2020, morreram 17.142 pessoas e foram registados 902.489 casos de infeção, de acordo com a Direção-Geral da Saúde. 

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, uma cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil e Peru.

/ HCL