A DGS e o Instituto Ricardo Jorge afirmam que, durante o mês de março, a prevalência de casos de infeção por covid-19 da variante associada ao Reino Unido foi de 82,9%.

Durante uma reunião do Infarmed no dia 13 de abril, o Instituto Ricardo Jorge clarificou que o Algarve e a Madeira foram as regiões com a percentagem mais alta, 94%. Todas as outras regiões do país tinham, à data, uma presença da variante britânica entre os 70% e os 80%. 

De acordo com o quarto relatório com a monitorização das linhas vermelhas para a Covid-19, foram ainda identificados 54 casos da variante B.1.351(associada à África do Sul), cuja prevalência estimada em março foi de 2,5%.

A estirpe sul-africana é considerada mais transmissível do que aquela atualmente prevalente no Reino Unido, além de as vacinas serem menos eficazes no combate à infeção, embora se acredita que mesmo assim evitem complicações graves da doença.

Apesar da variante do Reino Unido continuar a dominar o cenário epidemiológico em Portugal, os especialistas estão agora preocupados com a evolução da variante da África do Sul. Isto porque desde janeiro esta variante triplicou a presença no país. 

Se em janeiro esta representava 0% dos casos, em fevereiro subiu para 0,1% e agora representa 2,5%. De acordo com o investigador João Paulo Gomes, do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), é preciso controlar as fronteiras e estar atento aos cenários epidemiológicos dos outros países.

Na mesma linha, a variante associada a Manaus, Brasil, teve uma prevalência no terceiro mês do ano de 0,4%, tendo sido confirmados 29 casos dessa estirpe (P.1).