A variante Delta do SARS-CoV-2 já é dominante a 100% nas regiões do Alentejo, Açores e Madeira, indica o último relatório do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), divulgado nesta terça-feira.

O INSA aponta, ainda, a variante com origem na Índia como a "mais prevalente em Portugal", com 94,8%.

Os dados hoje divulgados têm como base a semana 27, de 5 a 11 de julho.

Na semana anterior, Lisboa e Algarve também tinham atingido os 100%, percentagem que já não se verifica (97,2% e 94,1%, respetivamente).

Já a variante Delta Plus (Nepal) não sofreu qualquer alteração, mantendo-se os "56" casos identificados até ao momento "com a mutação adicional K417N na proteína Spike".

Quanto às variantes Beta (África do Sul) e Gamma (Brasil), continuam com baixa prevalência e "sem tendência crescente".

Em particular, não foi detectado até à data qualquer caso associado à variante Beta (B.1.351) nas semanas ISO 26 e 27, e a frequência relativa da variante Gamma (P.1) nessas semanas foi de 0.4%", especifica o relatório.

Também "não se detetaram novos casos da variante Lambda", associada ao Peru e ao Chile, depois de ter gerado preocupação inicial.

Destaque, ainda, para a variante/linhagem B.1.621, detetada inicialmente na Colômbia, "a qual apresentou uma frequência relativa à volta de 1% entre as semanas 22 e 25", mas que, entretanto, regista "um decréscimo da sua frequência relativa, tendo sido detetada a 0,2% e 0,0% nas semanas 26 e 27".

Catarina Machado