A SAD do Benfica vai esta quarta-feira ficar a saber, no âmbito do caso E-Toupeira, se segue ou não para julgamento.

A TVI sabe que o acórdão do juiz desembargador Rui Teixeira no Tribunal da Relação de Lisboa é crítico ao facto de altos responsáveis do Benfica não terem sido acusados. Considera ainda que havia matéria para que o Ministério Público tivesse ido mais longe.

O recurso do Ministério Público e de um assistente vai amanhã à conferência no Tribunal da Relação de Lisboa.

A conferência dos desembargadores está marcada para as 9:00 da manhã.

Na fase de instrução, a juíza decidiu não pronunciar a SAD benfiquista, fundamentando que os crimes foram cometidos por funcionário e não pela pessoa coletiva.

O Benfica já reagiu em comunicado, dizendo que não pode comentar algo que não conhece e que não sabe que se existe, colocando em causa a veracidade da notícia.

"Temos sido hoje repetidamente confrontados com pedidos de reação ao alegado teor de uma decisão do Tribunal da Relação sobre o chamado caso “e-toupeira”, mas não podemos – mesmo que fosse nossa conduta habitual comentar materialmente decisões de Tribunais, e não é – reagir a algo que não conhecemos e que não sabemos se existe. E muito estranhamos que, não tendo havido ainda sequer conferência de Juízes naquele Tribunal (que é a sede própria para decidir recursos, em coletivo), já possa ser conhecido e anunciado o teor de uma suposta decisão. Aliás, se a notícia for verdadeira, então amanhã na conferência os senhores juízes “decidirão” o que já existe e já foi conhecido publicamente hoje, o que é institucionalmente pelo menos delicado e carece de explicação. Respeitamos as instituições e os Tribunais em qualquer caso, e concordemos ou não com as decisões e sejam elas favoráveis ou desfavoráveis aos interesses que defendemos e que julgamos justos e certos, mas não podemos deixar de muito estranhar (para além da estranheza que o adiamento recente do julgamento dos arguidos pronunciados ou o tão rápido agendamento desta conferência já nos provocaram, diga-se) esta notícia de hoje, e ainda mais estranharemos (e, se for legalmente caso disso, reagiremos) se ela for verdadeira e se a conferência na Relação de amanhã sufragar um “facto consumado“ desta natureza e se a instituição judiciária no seu todo o aceitar", pode ler-se no comunicado assinado por João Medeiros, Paulo Saragoça da Matta e Rui Patrício.
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