A vacina contra a covid-19 que está a ser desenvolvida pelos grupos farmacêuticos Sanofi e GSK não estará pronta no início do segundo semestre de 2021 como esperado e será adiada pelo menos até ao quarto trimestre.

Em comunicado, o grupo francês Sanofi e o britânico GSK explicaram este adiamento com a "resposta insuficiente" que tem sido observada entre os idosos durante os estudos de fase intermediária I /II que estão a ser realizados.

Até ao momento, segundo o Infarmed, Portugal adquiriu as seguintes vacinas: 6,9 milhões de doses da AstraZeneca, 4,5 milhões da Johnson & Johnson, 4,5 milhões da Pfizer, 4/5 milhões da CureVac, 1,8 milhões da Moderna e um número de doses por determinar da vacina da Sanofi-GSK

Na nota, o grupo especificou que os resultados obtidos mostraram uma resposta imunológica em adultos dos 18 aos 49 anos "comparável à dos pacientes que se recuperaram de uma infeção covid-19, mas uma resposta imunológica fraca entre adultos com mais velhos".

Os laboratórios consideram que isto se deve “à concentração insuficiente de antígeno”.

Por isso, o grupo quer "afinar a concentração de antígenos para obter uma alta resposta imunológica em todas as faixas etárias".

Tendo em conta estes factos, a Sanofi e a GSK vão lançar um estudo de fase IIb que deve começar em fevereiro próximo e, se os resultados forem positivos, passará para a fase III (envolvendo várias dezenas de milhares de pessoas) "no segundo trimestre de 2021".

A formulação do produto não é satisfatória. É importante otimizá-la, pode demorar um pouco mais”, disse à agência de notícias francesa AFP Thomas Triomphe, vice-presidente da área de vacinas da Sanofi.

A Sanofi, que está a desenvolver a vacina em conjunto com a GSK - que a fornece com o seu adjuvante -, tinha iniciado recentemente a última fase dos testes em humanos antes da aprovação das autoridades ("fase 3").

A gigante farmacêutica francesa, uma das principais produtoras de vacinas do mundo, esperava poder produzir um bilião de doses em 2021.

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