O Governo da Madeira vai investir 2,1 milhões de euros na criação de uma rede de combate a fogos florestais nas zonas limítrofes do Funchal, anunciou esta quinta-feira o presidente do executivo regional.

Vamos iniciar uma rede de combate a incêndios que será montada nesta área, com um tanque de 1.500 metros cúbicos, 11 quilómetros de rede e 25 bocas de incêndio”, explicou Miguel Albuquerque, numa visita que efetuou à área florestal na zona da freguesia do Monte, acrescentando que o projeto já está adjudicado.

Neste espaço, o Instituto das Florestas e da Conservação da Natureza está a concretizar trabalhos de limpeza de espécies invasoras e de reflorestação.

O governante madeirense salientou que está a ser construída uma faixa corta-fogo, “com cerca de 640 hectares, estando a ser cortadas as espécies infestantes, como eucaliptos e acácias, que são altamente combustíveis”.

Este terreno, que foi uma doação de uma empresa privada, com 29 hectares, está a ser limpo”, salientou, complementando que “cerca de 40% destes 640 hectares da faixa corta-fogo” foram alvo de intervenção num espaço relativamente curto, de dois anos.

Miguel Albuquerque considerou que este “trabalho feito é muito importante”, porque se trata de “uma linha de segurança da cidade do Funchal”.

Ou seja, toda a linha da faixa corta-fogo será complementada com esta linha e estes poços, que permitirão uma intervenção mais acutilante sobre a expansão do fogo quando acontecer nas zonas limítrofes do Funchal”, disse.

O governante aproveitou a ocasião para “apelar e sensibilizar a população das zonas altas da freguesias do Funchal para procederem à limpeza dos espaços à volta das suas habitações”, visando criar um “cerco de segurança”.

Penso que nestas questões é bom não ter a memória curta e convém não repetir as aflições que tivemos no passado, por isso, é fundamental adaptarmos as medidas preventivas”, reforçou.

O Governo Regional, referiu, tem vindo a investir continuamente na prevenção contra incêndios, sendo necessário proceder ao corte da “rebentação” que vai surgindo nos lombos (colinas) limítrofes da cidade e junto ao hospital dos Marmeleiros (freguesia do Monte).

Miguel Albuquerque realçou ainda que o objetivo é substituir as plantas com maior potencial combustível pelas endémicas.

Estamos a executar este trabalho em todo o lado, em São Roque [freguesia do Funchal] estamos a fazer neste terreno, onde vamos ter 30 mil plantas indígenas que são também fonte de sustentação do terreno e importante na captação dos recursos hídricos”, concluiu.

/ HCL