A área ardida mais do que triplicou este ano em relação ao mesmo período de 2011, tendo os incêndios florestais consumido 67.052 hectares, segundo dados provisórios, esta quarta-feira, divulgados pela Autoridade Florestal Nacional (AFN).

O relatório provisório de incêndios florestais da AFN indica que entre 01 de janeiro e 31 de julho foram registadas 13.889 ocorrências de fogo que resultaram em 67.052 hectares de área ardida.

Os dados provisórios adiantam que nos últimos dez anos este foi o terceiro que registou o maior número de fogos e o quarto com valores superiores de área ardida.

O documento salienta que o maior incêndio de 2012, registado até à data, teve início a 18 de julho no local da Catraia, concelho de Tavira, e estima-se que terá consumido uma área aproximada de 23.958 hectares, traduzindo-se em cerca de 21.562 hectares em espaços florestais.

No ano passado, entre 01 de janeiro e 31 de julho, arderam 21.518 hectares de florestas e registaram-se um total de 10.987 ocorrências.

O relatório indica também que o maior número de ocorrências se verificou este ano no distrito do Porto, com 2.866 registos, dos quais cerca de 90 por cento correspondente a fogachos. Distritos como Aveiro, Braga, Vila Real e Viseu apresentam também um número de ocorrências superior ao milhar, sendo os fogachos superiores aos incêndios florestais, enquanto Guarda e Bragança são os únicos onde se registaram mais incêndios florestais

Já o distrito de Faro é o que apresenta maior área ardida (22.101 hectares), sendo que 98 por cento resulta do grande incêndio que se estima que terá consumido cerca de 21.562 hectares de espaços florestais.

Os incêndios florestais consumiram ainda nos distritos de Braga e Bragança 7.902 e 7.751 hectares de florestas, respetivamente.

Os dados provisórios mostram igualmente que o mês de março foi o que registou o maior número de ocorrências de fogo (4.332), enquanto julho teve o maior valor de área ardida (30.248).

O relatório salienta que Portugal Continental esteve em grande parte do período de janeiro e abril, em situação de seca, o que contribuiu, em parte, para os elevados valores do número de ocorrências e área ardida registados nesses meses.

Em fevereiro e março registaram-se 3.821 e 4.332 ocorrências de fogo, respetivamente, tendo-se situado a área ardida em fevereiro nos 12.664 hectares e em março nos 21.475.

A AFN refere ainda que deflagraram, até 31 de julho, 83 grandes incêndios (quando a área afetada é igual ou superior a 100 hectares), correspondendo a 67 por cento da área ardida.

Os grandes incêndios afetaram uma área estimada de 44.755 hectares, dos quais 42 por cento em povoamentos e 58 por cento em mato.

O relatório provisório da AFN apenas diz respeito aos incêndios florestais que deflagram em Portugal Continental, não estando incluído os incêndios da Madeira e dos Açores.