O Procurador-Geral da República disse esta quinta-feira, no Funchal, que já «há arguidos» no «caso Freeport», mas sem adiantar nomes.

«Há arguidos mas não vou dizer quais», disse Pinto Monteiro aos jornalistas, à entrada para uma audiência com o Representante da República na Madeira.

Entretanto, o empresário Charles Smith saiu cerca das 19h45m desta quinta-feira das instalações do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), em Lisboa, acompanhado do seu advogado, após cinco horas de interrogatório.

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Charles Smith foi ouvido por dois procuradores no âmbito das investigações ao «caso Freeport», confirmou aos jornalistas a directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), Cândida Almeida.

Segundo a procuradora-geral-adjunta, a audição para qual foi convocado o cidadão escocês radicado em Portugal decorreu a pedido do próprio empresário e foi realizada pelos procuradores Vítor Magalhães e Pais Faria.

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A 10 e 17 de Janeiro, o Ministério Público emitiu comunicados onde esclarecia que, até àquele momento, não havia indícios do envolvimento de qualquer ministro português, do actual Governo ou de anteriores, em eventuais crimes de corrupção relacionados como o caso.
Redação / CLC