Mais de uma centena de veículos são esperados numa marcha lenta que vai decorrer no sábado, em estradas do Baixo Alentejo, para exigir a qualificação do IP2 e do IP8, revelou à Lusa um responsável da organização.

«Não temos nenhum número definido», mas, com os dados disponíveis sobre como estão a ser preparadas as várias colunas da marcha lenta, «julgo que teremos mais de uma centena» de veículos, disse José Maria Pós-de-Mina, o presidente da Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL), da organização.

A marcha lenta será composta por cinco colunas de veículos, que irão sair, a partir das 14:00, de Serpa, Vidigueira, Aljustrel, Castro Verde e Ferreira do Alentejo em direção a Beja, onde deverão chegar entre as 16:00 e as 16:30.

Em Beja, os veículos irão concentrar-se, em primeiro lugar, junto ao Parque de Feiras e Exposições e, depois, seguir para a concentração final, junto ao edifício do antigo governo civil.

A adesão à marcha lenta «dependerá da capacidade de mobilização» dos vários intervenientes, disse, apelando à participação de autarcas, empresários, entidades e da população em geral na iniciativa.

Segundo José Maria Pós-de-Mina, a organização espera que a marcha lenta seja «uma importante jornada daqueles que defendem a melhoria das acessibilidades da região», sobretudo do IP2 e do IP8, e «mais um contributo para que as entidades responsáveis possam tomar as medidas indispensáveis para a qualificação adequada destas vias».

A marcha lenta, «naturalmente condenando» a decisão do Governo de suspender a construção dos lanços entre Santa Margarida do Sado e Beja da A26, incluída na subconcessão Baixo Alentejo e que deveria ligar Sines e Beja, será «em defesa» da qualificação do IP2 e do IP8, neste caso aproveitando os investimentos feitos na construção da autoestrada, escreve a Lusa.

José Maria Pós-de-Mina adiantou que a comissão organizadora da marcha lenta vai reunir na segunda-feira com o presidente da Estradas de Portugal e irá «defender a qualificação do IP8, aproveitando a plataforma da A26, porque há investimentos que já foram feitos e não faz sentido deixar a via abandonada».

Em comunicado enviado à Lusa, a GNR informou que vai acompanhar a marcha lenta através de uma operação para garantir a segurança rodoviária dos utentes e a fluidez do tráfego nas vias afetadas.

No entanto, apesar da "presença contínua" de forças da guarda, a GNR prevê o condicionamento do trânsito entre as 14:00 e as 17:00 nos troços do IP2 entre Vidigueira e Beja e Castro Verde e Beja, da Estrada Nacional (EN) 260 entre Serpa e Beja, da EN2 e da EN18 entre Aljustrel e Beja e da EN121 entre Ferreira do Alentejo e Beja.

A marcha lenta é promovida por 22 entidades do Baixo Alentejo e do Alentejo Litoral, como a CIMBAL, a Turismo do Alentejo e a Associação Empresarial do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral, que compõem a comissão organizadora.