Os enfermeiros do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa iniciaram, às 08:00 desta terça-feira, uma greve para exigir o descongelamento das progressões com “a contagem dos pontos justamente devidos”, independentemente do tipo de contrato de trabalho. "Temos a carreira congelada há 14 anos", lamentou à TVI24 uma das enfermeiras em protesto.

A paralisação termina à meia-noite, abrangendo os turnos da manhã e da tarde, segundo o pré-aviso de greve, publicado na página do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP).

Para as 11:00 desta terça-feira, está marcada uma concentração em frente ao IPO de Lisboa, adianta o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses.

Os profissionais reivindicam a “justa contabilização de pontos para todos os enfermeiros, independentemente do vínculo, para efeitos do descongelamento das progressões”.

No âmbito do descongelamento das progressões das carreiras da administração pública, o IPO Lisboa e o Governo continuam a discriminar negativamente os enfermeiros”, afirma em comunicado a Direção Regional de Lisboa do SEP.

O sindicato adianta que “o IPO Lisboa, ao invés de outras instituições, resolveu excluir da atribuição dos pontos os enfermeiros detentores de um CIT (Contrato Individual de Trabalho) e excluir muitos enfermeiros com contrato de trabalho em funções públicas da justa e correta contagem dos pontos para efeitos do descongelamento das progressões”.

Os enfermeiros exigem o descongelamento das progressões com a contagem dos pontos justamente devidos, independentemente do tipo de contrato de trabalho, designadamente: 1,5 pontos de 2004 a 2014, a não consideração do reposicionamento nos 1 201 euros para início da contagem e a aplicação de pontos aos Contratos Individuais de Trabalho (CIT).

A greve de hoje foi decidida em plenário no passado dia 12 de dezembro, após a entrega de um abaixo-assinado com 320 assinaturas exigindo, junto do Conselho de Administração, a justa contagem dos pontos para efeitos de progressão.

Durante o período da greve serão assegurados os serviços mínimos.