O encerramento das escolas e os concursos de colocação dos professores estiveram em discussão esta quarta-feira na Assembleia da República. Na comissão parlamentar de educação, a oposição criticou os critérios para o fecho das escolas. Acusa o ministério de Isabel Alçada de ter em vista apenas medidas economicistas. A resposta da governante foi taxativa: «Vocês sabes que nós temos toda a razão».

«O ministério pode argumentar aquilo que entender, mas o critério fundamental é economicista e é a regra dos 21 alunos. Não há mais nenhuma argumentação, nem mais nenhuma preocupação», considerou Ana Drago, deputada do Bloco de Esquerda. A ministra respondeu à letra:

«Este reordenamento, como os deputados bem sabem, é um instrumento para promover, em primeiro lugar, o sucesso escolar. Se o que pretendermos for o verdadeiro benefício das crianças e das famílias, esses espaços deverão desempenhar apenas a função de museu de arqueologia escolar».

Explicações que não convencem a oposição, que continua o rol de críticas. «Mais vale pôr um placa no interior do país a dizer encerrado e dizer às pessoas para virem todas para Lisboa e Porto. Sejam frontais e digam que estas medidas são meramente economicistas», considerou o comunista Manuel Tiago, enquanto Heloísa Apolónia, de «Os Verdes», deixava questões:

«O que é que vai resultar directamente deste plano de encerramento das escolas na diminuição da despesa? Ou seja, quanto é que o Estado vai poupar com o encerramento destas escolas?»

Perguntas que ficam sem resposta. A ministra da Educação prefere ironizar: «Os senhores concordam com isto. Os senhores argumentam com vozes discordantes, sabendo, no fundo, que nós temos toda a razão, que nós estamos a dar aos portugueses uma hipótese de todos terem melhores condições para os seus filhos».

A deputada Ana Drago propôs que o Bloco de Esquerda realize um plano de reordenamento escolar alternativo. em que o único critério não seja o numero de alunos. Um plano que deverá ser apresentado na assembleia da república.
Redação / FC