Um investigador do homicídio alegadamente cometido pelo português Javier Enrique Da Silva Rojas nos Estados Unidos disse que o arguido poderá ter cometido um rapto com intenção de pedir recompensa de resgate, segundo documentos consultados pela Lusa.

No documento a que a Lusa teve acesso, o agente especial do FBI, que prestou depoimento em tribunal a 12 de fevereiro, disse que o cidadão português “montou uma armadilha, raptou, levou e manteve como refém para resgate e recompensa” Valerie Reyes, enquanto a vítima se encontrava consciente, na noite de 28 a 29 de janeiro.

Javier Enrique Da Silva Rojas, detido e acusado de homicídio, foi descoberto pelas autoridades norte-americanas por ter utilizado um carro alugado na noite do crime.

Na noite do suposto homicídio, o cartão bancário da vítima foi utilizado numa caixa multibanco para um levantamento de mil dólares (875 euros).

Depois da análise das câmaras de videovigilância à volta do banco onde foi feito o levantamento, pelas 05:00 da manhã, foi possível ver que Rojas se deslocava num carro preto de matrícula de Flushing, Queens, Nova Iorque, de uma companhia de aluguer de veículos.

O investigador disse também que a vítima foi “conscientemente transportada”, tendo sido raptada por Javier Da Silva Rojas em casa, em New Rochelle, no Estado de Nova Iorque e levada para Greenwich, no Estado de Connecticut.

O investigador considerou que o arguido transportou a vítima com fita adesiva na boca e nas mãos numa mala vermelha até Greenwich, onde se “livrou do corpo dela, o que resultou na morte da vítima”.

A investigação determinou que Javier Enrique Da Silva Rojas e a sua vítima, Valerie Reyes, terminaram um namoro há cerca de um ano.

A mulher foi dada como desaparecida pela mãe, pai e namorado em 30 de janeiro deste ano.

A mala vermelha que continha o cadáver foi encontrada a 5 de fevereiro por trabalhadores da autoestrada de Glenville Road, que abriram o saco e viram uma mulher descalça, de mãos, pés e joelhos ligados, e com sinais de traumatismo craniano, hematoma e ferimentos na cara.

A vítima foi identificada pelo pai e irmão, disse o agente, que sublinhou que a autópsia do dia seguinte revelou tratar-se de um homicídio.

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