O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, considerou, esta sexta-feira, que a tentativa de impedir que o jornal «Sol» saísse foi «o pior caminho» e «um mau precedente». Jerónimo de Sousa reiterou a necessidade de separar as questões da Justiça e de respeitar o segredo de Justiça, porém independentemente dos critérios judiciais, entende que «por parte de alguém, foi escolhido o pior caminho», referindo-se à providência cautelar.

«Penso que foi um precedente que não é bom, que não é saudável, a tentativa de impedir que o jornal saísse», declarou, à margem de um visita à Feira do Fumeiro no concelho de Vinhais.

O secretário-geral do PCP defendeu que «ninguém deve ter medo da verdade, que deve ser esclarecida» e que «todos ganham, incluindo aqueles que são alvo, designadamente o primeiro-ministro, com o apuramento da verdade».

Na questão política de fundo, Jerónimo de Sousa reiterou a necessidade de «um esclarecimento cabal por parte do primeiro-ministro».

O secretário-geral do PCP escusou-se a comentar algumas posições que têm vindo a público em defesa da substituição do primeiro-ministro, afirmando que é uma questão que diz respeito ao Governo e ao Partido Socialistas.
Redação / MM