O Governo está a preparar o regresso das crianças e mulheres portuguesas que se encontram nos campos de detenção de jihadistas na Síria, avança o Expresso. 

O processo está a ser desenrolado em conjunto com as famílias. A mãe de uma destas mulheres garantiu ao semanário que o Ministério dos Negócios Estrangeiros está a trabalhar para trazer a sua filha que está detida há mais de um ano na Síria.

Em resposta ao jornal, a tutela confirmou a existência de "contactos com familiares das pessoas em causa, e o trabalho que realiza no sentido de procurar compatibilizar os dois objetivos que desde sempre presidiram ao nosso trabalho: a defesa da segurança nacional e a proteção de concidadãos em situação vulnerável".

O repatriamento será feito com a ajuda de organizações internacionais, mal haja luz verde do Estado português.

Os serviços de informação nacionais já mostraram o seu apoio ao regresso destas mulheres e crianças. 

Estas crianças merecem ser objeto de um apoio especial em termos de reintegração. E nada melhor do que voltar à escola, de poder brincar com outros colegas ou simplesmente de voltar a sorrir", afirmou a secretária-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa, a embaixadora Graça Mira Gomes, citada pelo Expresso, num seminário realizado no último dia 11, em Lisboa.

Segundo o jornal, que cita as autoridades nacionais, há pelo menos três mulheres e cerca de 20 crianças portuguesas ou luso-descendentes em três campos de detenção, Roj, Ain Hissa e Al Hol, na Síria.

Muitos dos pais das crianças portuguesas, que lhes deram a nacionalidade portuguesa, já morreram ou foram transferidos para outras prisões. Já as mães têm diversas nacionailidades: são portuguesas, inglesas, bósnias, indonésias, entre outros.

De momento é desconhecido o paradeiro de três combatentes portugueses, não havendo confirmação se estarão vivos ou mortos.