Uma especialista em Medicina Legal disse esta quinta-feira no Tribunal de Faro que as lesões que Leonor Cipriano apresenta nas fotografias terão sido feitas em dois momentos distintos e que podem ser consequência de queda de escadas ou agressões, noticia a Lusa.

No julgamento sobre as alegadas agressões a Leonor Cipriano por inspectores da Polícia Judiciária (PJ), a especialista de Medicina Legal Rosa Maria da Silva defendeu que «há pelo menos dois episódios traumáticos» para as lesões da assistente neste processo.

Rosa Maria da Silva, autora de um parecer sobre as lesões de Leonor Cipriano baseado nalgumas fotos incluídas no processo, disse ainda em tribunal que não era possível dizer com certezas se as lesões eram uma consequência de uma queda de escadas ou de agressões.

«Não é possível dizer que as lesões são só de agressões, nem só de uma queda de escadas. Os resultados das equimoses são idênticos tanto numa agressão, como numa queda», explicou, referindo que o mecanismo da lesão também é semelhante se for uma «superfície a atingir o corpo humano ou vice-versa».

Rosa Maria da Silva e uma outra especialista, Tânia Maio, já haviam defendido numa outra sessão deste julgamento, a 27 de Novembro, que as lesões de Leonor Cipriano documentadas em fotografias captadas na prisão de Odemira não tinham sido cometidas todas no mesmo período de tempo por «apresentarem cores diferentes».

«Existem lesões na cabeça, tronco, membro superior e tórax, mas não têm todas a mesma temporalidade, porque têm cores diferentes», disse a médica legista, durante a sexta sessão do julgamento dos inspectores da PJ.
Redação / - LM