Última actualização às 13h14

O secretário-geral da UGT, João Proença comentou ao final da manhã desta quarta-feira, o impacto daquela que considerou «a maior greve geral de sempre». Sem responder aos primeiros números avançados pelo Governo, quanto ao nível de adesão, o sindicalista deixou esses valores «para mais tarde».

Num encontro com jornalistas na sede da UGT, João Proença fez uma comparação com a greve geral de 1988, que também aconteceu com uma união entre a UGT e a CGTP, contra o executivo liderado por Cavaco Silva, e não tem dúvidas que «esta é maior».

O secretário-geral da UGT destacou ainda a «forte mobilização» sentida nos mais diversos sectores, com destaque para o privado.

Para exemplificar esse nível de adesão, João Proença, identifica o caso da Autoeuropa que está «sem produção».

O sindicalista continuou depois, a conferência de imprensa, referindo «as pressões, as fortes pressões», efectuadas sobre os trabalhadores, com destaque na área dos transportes.

Referiu depois, a título de exemplo, a carta enviada pela presidente da CP, aos funcionários na passada segunda-feira, relembrando que «os que poderiam ter um prémio de produtividade ficariam sem ele» caso fizessem greve.

Serviços mínimos

Quanto aos problemas surgidos no âmbito dos serviços mínimos, na Soflusa e na CP, João Proença explicou que «na Soflusa, a empresa não respeitou a lei dos serviços mínimos e o que foi determinado pelo Tribunal Arbitral». Por isso, os serviços não estavam a ser cumpridos.

Na CP, a empresa também não cumpriu a lei e, depois de convocar demasiado cedo, por carta, os trabalhadores, teve de «desconvocar». Ficou sem tempo para voltar a «chamar» todos os trabalhadores que precisava para os serviços mínimos.
Redação / PP