O jornalista e investigador Carlos Santos Pereira morreu, no domingo, aos 70 anos, avançou hoje o Diário de Notícias (DN), jornal com o qual colaborava.

Natural de Lisboa, Carlos Santos Pereira, colaborou também com a Lusa, TSF, Expresso, RTP e foi um dos jornalistas fundadores do Público.

Especializado em temas como segurança e conflitos, o repórter é autor de obras como “Da Jugoslávia à Jugoslávia – Os Balcãs e a Nova Ordem Europeia”, “Os Novos Muros da Europa” e “Guerras da Informação – Militares e Media em Cenários de Crise”.

Como coautor assinou também os livros “Portugal e as Operações de Paz”, “Os Portugueses na ONU”, “Informações e Segurança” e “Portugal e a Guerra”.

Enquanto colaborador da Lusa, escreveu, entre outras, peças sobre os ataques e atentados no Afeganistão, os militares portugueses no Kosovo, a batalha de Guidage na Guiné Bissau, a violência no Iraque, bem como sobre a celebração dos 20 anos da queda do muro de Berlim.

Carlos Santos Pereira foi ainda professor na licenciatura de Comunicação Social do Instituto Politécnico de Tomar e dirigiu a pós-graduação de Média, Segurança e Defesa no ISCTE.

O repórter é licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, mestre em História Contemporânea pela Universidade de Lisboa e em Estratégia pelo ISCSP.

O diretor-adjunto do DN, Leonídio Paulo Ferreira, citado na mesma publicação, lembrou hoje o profissional como “um grande jornalista, completo. Um repórter no terreno, sem medo das guerras, mas também alguém capaz de explicar a geopolítica dos conflitos”.

/ MJC