acórdão relativo à morte de dois recrutas dos Comandos, em 2016, foi adiado, devido a falhas técnicas no tribunal de Monsanto, não havendo condições para gravar a sessão.

O tribunal vai ainda fazer uma alteração não substancial dos factos. A nova leitura do acórdão ainda não foi marcada.

Uma vez que os problemas técnicos impediam a gravação, os advogados de defesa e assistentes concordaram que a comunicação dessa alteração pela juíza poderia ser feita por despacho através da plataforma Citius.

Se a alteração dos factos for substancial, poderá haver lugar a pedido de novas diligências, razão pela qual não há por agora uma nova data para a leitura do acórdão.

Em julgamento, a procuradora tinha pedido a condenação de cinco dos 19 arguidos a penas de prisão entre os dois e 10 anos.

Dylan da Silva e Hugo Abreu, à data dos factos com 20 anos, morreram e outros instruendos sofreram lesões graves e tiveram de ser internados durante a “prova zero” (primeira prova do curso de Comandos), que decorreu em Alcochete, Setúbal, em 4 de setembro de 2016.

Oito oficiais, oito sargentos e três praças, todos dos Comandos, a maioria instrutores, foram acusados de abuso de autoridade por ofensa à integridade física. Segundo a acusação, os arguidos atuaram com “manifesto desprezo pelas consequências gravosas que provocaram nos ofendidos”.

Inês Pereira