Uma advogada expulsa em 2009 da ordem profissional está a ser julgada no Tribunal de São Novo, no Porto, pronunciada por burlas de quase 250 mil euros, disse hoje fonte judicial.

A mulher foi já condenada em processo similar em 2017, no Tribunal de Leiria.

No caso agora em julgamento e com mais uma audiência marcada para terça-feira, a mulher foi pronunciada pelo Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto por burla a uma mulher, além de procuradoria ilícita.

Entendemos como verificados os elementos típicos do crime de burla”, considerou o TIC, contrariando o entendimento que o Ministério Público tivera deste caso.

Segundo o processo, consultado hoje pela agência Lusa, a arguida “prontificou-se a ajudar” a lesada a resolver problemas associados a contratos-promessa de três imóveis em que aquela figurava como promitente-compradora e que apresentavam defeitos de construção, convencendo-a entregar-lhe várias quantias que afiançava serem para cobrir os custos com o arresto dos bens.

Sugeriu-lhe mesmo o recurso à banca de forma a conseguir “liquidez para resolver os seus problemas” e acabou convencendo a lesada e familiares seus a entregar-lhes dinheiro para investimentos que alegadamente teria elevado retorno.

Com tudo isto, contas feitas no despacho de pronúncia, a lesada foi levada a confiar à arguida, entre 2010 e 2012, um valor global de 249.500 euros, parte dele (30.00 euros) sem suporte documental comprovativo, mas com entrega que disse ter sido testemunhada por terceiros.