O Relatório Anual de Segurança Interna traz a público os números que espelham a realidade em volta dos casos de corrupção investigados no ano de 2020. Segundo noticia o Jornal de Notícias, no ano passado, em 302 casos de alegada corrupção investigados, o Ministério Público abdicou de acusar e levar os suspeitos a julgamento em 259 situações.

Segundo a análise do JN ao Relatório, em troca, houve lugar ao pagamento de uma quantia pecuniária ou outro tipo de injunções, o que resultou em apenas 43 casos em que a acusação foi deduzida.   

De acordo com o mesmo jornal, que avança na edição desta segunda-feira os números do Relatório Anual de Segurança Interna de 2020, na maioria dos casos, este "modus operandi" trata-se de uma estratégia do Ministério Público, para que depois de reunida prova contra o suspeito de corrupção ativa, se suspenda o processo para que este deponha no julgamento daquele que terá aceite a corrupção. Isto porque, enquanto arguido, o alegado corruptor ativo teria o direito ao silêncio, mas, como testemunha, está obrigado a falar e a dizer a verdade em julgamento. 

Este Relatório trouxe ainda a público que em 2020 foram arquivados 432 inquéritos no âmbito de corrupção, quase dois terços dos 688 inquéritos criados pelo MP.

Redação / DA