A Polícia Judiciária (PJ) anunciou hoje a detenção de três pessoas, “mentores e principais executantes de um plano” de um grupo de 12 arguidos, suspeitos de burlar 13 companhias de seguros em “mais de dois milhões de euros”.

De acordo com um comunicado da PJ, o grupo, constituído por seis homens e seis mulheres, atuava “pelo menos desde 2006” contratando apólices de seguros, dos “ramos vida e acidentes pessoais”, recorrendo por vezes a identidades falsas, para depois simular acidentes ou a morte dos titulares dos seguros.

Os arguidos, depois de inicialmente fazerem o pagamento regular das apólices, participavam às companhias de seguros acidentes inexistentes e “supostos graus de incapacidade elevada” ou mesmo a morte dos titulares das apólices, entregando a respetiva documentação médica.

Os principais envolvidos utilizaram também o esquema criminoso para liquidar antecipadamente os créditos à habitação, com seguros de vida associados, que eles e outros arguidos possuíam. Invocavam falsamente as suas mortes, em participações de sinistros, e determinavam as companhias de seguros a pagar os mútuos hipotecários às instituições de crédito mutuantes, ficando eles, dessa forma, com a propriedade plena, livre de ónus e encargos, por extinção das hipotecas dos imóveis que habitavam”, esclarece o comunicado.

Na sequência de buscas efetuadas e da investigação patrimonial e financeira desenvolvida aos arguidos, a PJ apreendeu cerca de 45.500 euros e ainda cinco prédios urbanos, com um valor aproximado de 560.000 euros e duas viaturas de alta cilindrada, avaliadas em 52.000 euros.

Dos três arguidos detidos, um ficou em prisão domiciliária com pulseira eletrónica e os outros dois estão obrigados a apresentar-se periodicamente às autoridades.

O inquérito foi dirigido pela Policia Judiciária, através da Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo, que o concluiu e remeteu ao Departamento de Investigação e Ação Penal de Oeiras.